Se vocês me vissem há um tempo atrás, veriam uma pessoa totalmente perturbada, ansiosa, agitada (não, não sou nenhuma doente, nem tomo ansiolíticos).
Acontece que eu estava na reta final do meu curso, escrevendo a bendita monografia de final de curso, com provas, trabalhos e ainda tinha o estágio. Mesmo parecendo tão ocupada, quase sem tempo para pensar no futuro – ou até mesmo no presente -, eu vivia uma ansiedade maluca.
Uma fase da sua vida termina para dar início a uma totalmente nova e o fato de você não saber que rumo irá tomar, te assusta. Eu pensava: “nessas horas eu queria ser uma mãe Delamare”, mas ai parava para pensar e chegava a conclusão de que é esse o ponto legal de toda a história. Você não saber que caminhos seguirá, que trilhas irá percorrer.
Confesso que isso chegou até a interferir na minha vida afetiva, sabe. De querer apressar as coisas, ficar inquieta com o que vai acontecer, se o fulano vai me pedir em namoro. Nossa! Hoje eu olho para trás e vejo o quanto isso só me atrapalhava.
Tá certo que esse negócio de fantasiar o futuro com uma pessoa é normal (eu sou expert nisso!). Coisa de mulher, eu acho. Mas voltando, se vocês soubessem o quanto eu tô tranquila esses tempos…
Sabe, acho que tô numa fase zen. Na verdade, percebi que não adianta a gente apressar as coisas, ou como diz o velho ditado popular “colocar a carroça na frente dos burros”.
O que temos que fazer é sempre nos manter firmes nos nossos objetivos, ter fé, acreditar que tudo vai dar certo, que assim as coisas vão tomando forma.
Ainda falta muita estrada para mim, mas sei que estou no caminho certo, sempre focando no que realmente eu quero.
Hoje, eu não tenho mais pressa, pois tudo tem seu tempo certo de acontecer e acontece quando você menos espera.