Última edição: 25 de outubro de 2007.
Sim, quase 2 anos após e vão me perguntar porque tanto tempo para publicar esse texto e eu responderei: não lembrava mais dele, jogado nas profundezas de um link de rascunhos que nem sabia mais que existia. (Eu não lembrava mais nem do blog, coitado… cheio de teias!).
Mas agora valendo, aproveitando o texto do rascunho:
A idéia para esse post começou quando passei a ouvir demasiadamente certo CD o qual me lembrava certa pessoa. Então, a partir daí, veio a idéia: “Vou escrever sobre CD’s/músicas que me lembram ex’s”.
Sim, why not?!
Num rápido raciocínio, verifiquei que a mistura de sons era algo divertido, o que evidencia personalidades distintas. Samba, rock, brega, e-music… Conclui-se, portanto, que não sou nenhuma xiita musical e aceito bem as adversidades do meio ambiente.
Pois bem, partiremos para a lista (ah, para não semear a discórdia, não citarei os nomes):
- “O Primeiro”
Contava com 17 anos no RG e estava em ano de prestar vestibular. O Brasil tinha acabado de ser Penta para a felicidade da nação. Dia seguinte à vitória memorável da Seleção, lá estava eu, de férias, na rua da minha casa com algumas colegas, quando o primo de uma delas chega num Santana vinho ouvindo uma música no último volume.
Até aí, tudo bem, o problema veio depois. Uma das colegas ficou interessada no tal primo. Ele não era lindo, era meio play (estudava no Nazaré) e, sinceramente, à primeira vista, não tinha me agradado tanto assim. Mas logo de cara, ele já tinha um saldo positivo: ele era engraçado!
Continuei na minha, quieta, conversando, rindo, sem exageros, okay? A outra só faltava se esfregar nele. No final da noite, minha colega, ora prima dele, veio falar no meu ouvido: “Ele tá interessado em ti”. Eu ri e pensei: “É, por que não?”. Nesse ponto, já tinha me interessado por ele também, mas como não sei chegar em homem nenhum e nem gosto, disse que ela poderia falar pra ele que a recíproca também era verdadeira e ele que viesse chegar em mim. O recado tava dado.
Entramos no carro para dar uma volta, eu, ele, a minha colega (prima dele) e um outro primo dele que chegou depois. A cara da outra querendo me jogar no chão e me socar era de dar medo, mas bem no fundo eu tava me achando e rindo da cara dela por ele ter me escolhido. Demos um quadrado no quarteirão da minha casa e ficamos.
Cinco dias depois eu estou no prédio da colega-prima e ele aparece para buscá-la para sair. Como já era muito tarde para sair e nessa época o meu pai teimava em impor limite de horário para eu subir, as minhas chances de sair com eles era 0%.
Como a menina demorava uma vida para se arrumar, me incubiu de ficar fazendo sala pra ele na portaria do prédio dela. Eu aceitei e agi como se nada tivesse acontecido com a gente há cinco dias atrás. Acho que isso fez com que ele pensasse que não estava nem aí pra ele. Acho que ele estava acostumado a ter muito ibope com as meninas, mas ele não conseguiu isso comigo. Pronto! Foi certeiro! Quando eu menos esperava, ele me jogou contra o carro e me tascou um beijo. Fiquei surpresa, mas claro que eu retribuí.
E nessa hora, olhava desesperadamente para o relógio e constatei que o limite imposto pelo meu pai já tinha ido para as cucuias. Quando olho para a frente do meu prédio, vejo uma pessoa super conhecida vindo em minha direção: era minha mãe, com uma cara de que “o pau ia comer! Tentei me apressar para não deixar que ela visse que estava ficando com ele, mas não deu, ela já vinha com a mão certeira pra me nocautear, quando pedi, quase que baixinho no ouvido dela: “não me bate na frente dele”. Eu nem consegui me despedir dele e a vergonha me fez seguir em frente sem ao menos virar de costas. E a minha mãe, numa atitude “de mãe”, apenas me segurou firme no braço me puxando para casa, mas não me bateu… mas eu ouvi muito, ô!
Certa de que o menino nunca mais ia querer me ver na vida, enterrada na própria vergonha e na alheia também e tentando buscar conforto nas palavras da minha mãe, que disse: “se ele gostar de ti mesmo, ele vai te procurar”, o dito cujo me ligou e eu tirei todo aquele peso das costas. Ele vinha me ver de bicicleta e eu achava tão fofo (frise-se que ele gostava de pedalar).
Como era mês de férias, viajei para um lado com a prima dele e ele foi para outro. Duas semanas longe, nos falávamos pelo telefone e tinha aquela coisa incerta de saber o que vai acontecer depois. Quando voltamos para a realidade, percebemos que ainda queríamos ficar um com o outro, foi quando ele me pediu em namoro e eu … ah, eu aceitei, né?!
Vamos as músicas:
O momento em que ele chega na minha rua, com o som no último volume, no maior estilo play.
Quando já estávamos namorando, essa música sempre tocava no som do carro dele e acabou marcando o momento.
Lembrança de última hora, mas tem que ter algo cômico… não sei dizer ao certo, mas essa música também me lembra esse período.
Resumindo, dois cd’s e ambos do Capital Inicial: Acústico MTV e Rosas e Vinho Tinto.
Até o #2…