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Momento “Good Times” #2

Setembro 3, 2009

good times

Tava eu me recuperando do fim do meu primeiro namoro e de uma frustração no meu vestibular, quando…

- “O mais duradouro”

Nos três meses de cursinho que fiz no Sophos, em 2003, conheci alguns amigos, um eu falo até hoje, até formou comigo, uma eu parei de falar e outro está preso [muitas reviravoltas, hein?].

Dessas amizades, veio um feriado, creio que era Carnaval e fui pra Mosqueiro, pra casa dessa amiga que não falo mais hoje. Ela tinha um namorado e certo dia, na orla do Murubira, em frente da casa dela, vi pela primeira vez meu futuro namorado. Ele era amigo do namorado dela, fomos apresentados, mas juro, em nenhum momento ele me atraiu. Ele era um negão, sarado e usava aquele cabelo encaracolado com tiara. Aff!!! [Passado condena demais uma pessoa].

Meses passaram, parei de falar com a menina, passei no vestibular, me recuperei do ex e segui a vida. Fiquei saindo, e numa dessas saídas com a prima do meu ex, ela inventa de sair com um povo da natação dela. Entrei no carro, dois casais se formaram, só restava saber quem com quem.

Paramos na frente do saudoso Iron Pigs e ao sair do carro, reconheci o menino que dirigia. Era o meu ex-futuro-namorado. Só a título de curiosidade, minha amiga já tinha ficado com ele, logo, me restava o amigo dele. Ou não.

Final de noite, entramos na saudosa Le Max, dança vai, dança vem e numa ida ao banheiro, minha amiga me confessa que queria agora o amigo dele. Ai meu Deus! Na volta, o meu ex-futuro me tira pra dançar, um forró maroto o qual nem lembro mais e num rala-coxa violento, ele me tasca um beijo, selinho, com uma mordidinha no final (ele lembra disso até hoje!).

E a minha amiga vendo a cena e ainda no 0×0 com o tal amigo, o qual queria ficar comigo (ai confusão!), meio que fecha a cara. Olha, vai entender tudo isso, ela jogou ele no meu peito porque queria o amigo dele. Mas isso não vem ao caso. Mulheres!!!

Resultado disso: troca de telefone, SMS toda hora… saídas e… pá! Namoro! Estava iniciando meu curso de Direito quando começamos a namorar. Foram quase 2 anos e alguns términos e voltas. Até hoje temos uma amizade muito boa e confissões de eterno amor dele por depoimento no meu Orkut, porém ele pisou um pouco na bola, literalmente.

Muitas vezes trocada pelo futebolzinho bem nos finais de semana, cerveja com amigos, falta de perspectiva e objetivos para o futuro. Tudo isso foi me chateando até que fulminou com o término definitivo, num dia num pagode [já disse que passado condena], quando ele ficou com 3 meninas na minha frente e quando fui beijar um menino, ele quis fazer o maior barraco, querendo brigar. Resultado: foi expulso do lugar.

Posso dizer que tive muitos momentos bons com ele e aprendi a ser menos ciumenta e mais tranqüila nos meus relacionamentos. Até hoje sou muito grata por todos os momentos que tivemos, por todos os momentos durante e pós-namoro, os quais precisei e ele sempre esteve presente. Desde ir almoçar na casa dele com meus sogros, todo dia,  no meu intervalo de estágio na CELPA, durante o namoro ou quando bati o dedinho na quina da parede e achava que tinha quebrado e ele me levou na Unimed, no pós-namoro.

Enfim, vamos às músicas:

No auge de uma certa novela da Globo, rolava uma música do Paulinho Moska, bem no início do nosso relacionamento, ele me mandava SMS com um trecho da música e eu completava. Coisa fofa de comecinho de namoro:

Com ele e os amigos dele, passei a freqüentar lugares mais regionais, com músicas paraenses e muita MPB. Numa dessas, conheci a cantora Simone Almeida, que me traz boas recordações dessa época:

Outra é Marisa Monte, que já gostava, mas essa música em especial me fazia ficar cantando horas lembrando dele. Gosto muito da letra dela. Segue:

E para finalizar, não poderia faltar um rock, né? Pink Floyd, “Wish you were here”. Essa música é bem clichê, mas não deixa de ter seu valor. Até hoje acho ela uma música linda e adoro ouvi-la, mas consigo muito bem separar as coisas.

Muitas outras músicas marcam esse tempo e tenho algumas registradas num cd que ele gravou pra mim e me deu de presente, todas de MPB e com letras muito bonitas, que transmitiam o sentimento dele por mim.

Fico pensando: se ainda tivesse o mesmo sentimento que tinha por ele na época, talvez estivéssemos juntos até hoje, fora algumas outras coisinhas, claro…

E pensar que o amigo dele hoje é juiz… HAHAHAHAHAHA! Sempre escolho os errados! [Brincadeiraaa!!!]

Momento “Good Times” #1

Agosto 16, 2009

Última edição: 25 de outubro de 2007.

Sim, quase 2 anos após e vão me perguntar porque tanto tempo para publicar esse texto e eu responderei: não lembrava mais dele, jogado nas profundezas de um link de rascunhos que nem sabia mais que existia. (Eu não lembrava mais nem do blog, coitado… cheio de teias!).

Mas agora valendo, aproveitando o texto do rascunho:

A idéia para esse post começou quando passei a ouvir demasiadamente certo CD o qual me lembrava certa pessoa. Então, a partir daí, veio a idéia: “Vou escrever sobre CD’s/músicas que me lembram ex’s”.

Sim, why not?!

Num rápido raciocínio, verifiquei que a mistura de sons era algo divertido, o que evidencia personalidades distintas. Samba, rock, brega, e-music… Conclui-se, portanto, que não sou nenhuma xiita musical e aceito bem as adversidades do meio ambiente.

Pois bem, partiremos para a lista (ah, para não semear a discórdia, não citarei os nomes):

- “O Primeiro”

Contava com 17 anos no RG e estava em ano de prestar vestibular. O Brasil tinha acabado de ser Penta para a felicidade da nação. Dia seguinte à vitória memorável da Seleção, lá estava eu, de férias, na rua da minha casa com algumas colegas, quando o primo de uma delas chega num Santana vinho ouvindo uma música no último volume.

Até aí, tudo bem, o problema veio depois. Uma das colegas ficou interessada no tal primo. Ele não era lindo, era meio play (estudava no Nazaré) e, sinceramente, à primeira vista, não tinha me agradado tanto assim. Mas logo de cara, ele já tinha um saldo positivo: ele era engraçado!

Continuei na minha, quieta, conversando, rindo, sem exageros, okay? A outra só faltava se esfregar nele.  No final da noite, minha colega, ora prima dele, veio falar no meu ouvido: “Ele tá interessado em ti”. Eu ri e pensei: “É, por que não?”. Nesse ponto, já tinha me interessado por ele também, mas como não sei chegar em homem nenhum e nem gosto, disse que ela poderia falar pra ele que a recíproca também era verdadeira e ele que viesse chegar em mim. O recado tava dado.

Entramos no carro para dar uma volta, eu, ele, a minha colega (prima dele) e um outro primo dele que chegou depois.  A cara da outra querendo me jogar no chão e me socar era de dar medo, mas bem no fundo eu tava me achando e rindo da cara dela por ele ter me escolhido. Demos um quadrado no quarteirão da minha casa e ficamos.

Cinco dias depois eu estou no prédio da colega-prima e ele aparece para buscá-la para sair. Como já era muito tarde para sair e nessa época o meu pai teimava em impor limite de horário para eu subir, as minhas chances de sair com eles era 0%.

Como a menina demorava uma vida para se arrumar, me incubiu de ficar fazendo sala pra ele na portaria do prédio dela. Eu aceitei e agi como se nada tivesse acontecido com a gente há cinco dias atrás. Acho que isso fez com que ele pensasse que não estava nem aí pra ele. Acho que ele estava acostumado a ter muito ibope com as meninas, mas ele não conseguiu isso comigo. Pronto! Foi certeiro! Quando eu menos esperava, ele me jogou contra o carro e me tascou um beijo. Fiquei surpresa, mas claro que eu retribuí.

E nessa hora, olhava desesperadamente para o relógio e constatei que o limite imposto pelo meu pai já tinha ido para as cucuias. Quando olho para a frente do meu prédio, vejo uma pessoa super conhecida vindo em minha direção: era minha mãe, com uma cara de que “o pau ia comer! Tentei me apressar para não deixar que ela visse que estava ficando com ele, mas não deu, ela já vinha com a mão certeira pra me nocautear, quando pedi, quase que baixinho no ouvido dela: “não me bate na frente dele”. Eu nem consegui me despedir dele e a vergonha me fez seguir em frente sem ao menos virar de costas. E a minha mãe, numa atitude “de mãe”, apenas me segurou firme no braço me puxando para casa, mas não me bateu… mas eu ouvi muito, ô!

Certa de que o menino nunca mais ia querer me ver na vida, enterrada na própria vergonha e na alheia também e  tentando buscar conforto nas palavras da minha mãe, que disse: “se ele gostar de ti mesmo, ele vai te procurar”, o dito cujo me ligou e eu tirei todo aquele peso das costas. Ele vinha me ver de bicicleta e eu achava tão fofo (frise-se que ele gostava de pedalar).

Como era mês de férias, viajei para um lado com a prima dele e ele foi para outro. Duas semanas longe, nos falávamos pelo telefone e tinha aquela coisa incerta de saber o que  vai acontecer depois.  Quando voltamos para a realidade, percebemos que ainda queríamos ficar um com o outro, foi quando ele me pediu em namoro e eu … ah, eu aceitei, né?!

Vamos as músicas:

O momento em que ele chega na minha rua, com o som no último volume, no maior estilo play.

Quando já estávamos namorando, essa música sempre tocava no som do carro dele e acabou marcando o momento.

Lembrança de última hora, mas tem que ter algo cômico… não sei dizer ao certo, mas essa música também me lembra esse período.

Resumindo, dois cd’s e ambos do Capital Inicial: Acústico MTV e Rosas e Vinho Tinto.

Até o #2…

Ano velho. Vida nova.

Janeiro 20, 2009

“Ano novo, vida nova”. Por que todo ano novo a gente inicia com essa frase na cabeça? Ou “esse ano vou fazer tudo diferente”? Como se a gente só fosse melhorar, fazer algo novo no início do ano, o resto do ano a gente continua fazendo igual ao ano velho.

Eu vou contar uma coisa: sendo uma pessoa quase sempre do contra, comecei a mudar e fazer algo diferente no final do ano. É, nos últimos 3 meses de 2008 resolvi mudar alguns aspectos da minha vida pessoal.

Confesso que não existe um real motivo, alguma coisa de grande relevância que me fizesse mudar assim de repente, mas resolvi mudar a tática em certas situações.

Acredito que outros fatores, como a religião, o fato de eu estar morando sozinha, trabalhando e estudando, cuidando da casa, da minha vida, me fizeram amadurecer estrondosamente.

Sabe aquele ditado que dizem que quando algo não está dando certo, você deve mudar de tática? Então. Acho que tudo isso me fez enveredar para um caminho mais, digamos, correto, talvez.

O fato é que amadureci bastante durante esses meses e isso fez com que eu transpusesse isso também para o meu lado afetivo, agindo de forma mais madura, racional e paciente.

Como uma ariana nata, a minha personalidade é totalmente impaciente e impulsiva, quero tudo para ontem e nunca penso antes de agir, faço tudo movida pela emoção.

Mas eu mudei. Eu sinto isso. E as pessoas também. Uma amiga veio me falar exatamente sobre isso um tempo atrás, de como eu estava amadurecida, agindo como gente grande, apesar da minha cara de criança e do meu jeito espontâneo e descontraído.

A gente sente isso. Sente a “responsa” batendo nas costas. Mas não é sobre questão financeira, profissional que eu quero falar, é sobre o meu lado pessoal, afetivo.

Se eu já quebrei a cara? Nossa, perdi a conta. Mas o que é legal é que com o tempo você vai agindo de forma diferente, vai analisando nos relacionamentos passados o que deu errado e procurar evitar no próximo. Isso é fácil dizer, difícil é agir.

Analisando isso, eu descobri que agia errado, demonstrava demais o que sentia, mostrava ciúme, era até pegajosa demais em alguns relacionamentos, não é fácil confessar isso, mas é a verdade. E eu só fazia afastar os homens de mim, nada dava certo.

Foi então que falei pra mim mesma: “Vou mudar de tática”. Lógico que não foi uma coisa da noite pro dia, foi paulatinamente, aos poucos… acho que o momento pelo qual eu passava, com os fatores que citei logo acima, me ajudaram a agir dessa maneira.

Eu conheci um cara e desde o primeiro dia que eu o vi, fiquei abobalhada. Passei a investir no modo antigo e ele nem me dava bola. Me invoquei e desencanei. Passei a tratá-lo normal, sem segundas intenções. Foi então que o jogo virou e ele passou a se mostrar interessado.

Setembro, outubro e novembro. Exatamente 3 meses só na amizade, porém os olhares e as indiretas rolavam soltas, idas ao restaurante, barzinhos, e nada além. Os dois envolvidos, mas nenhum com coragem de chegar.

Finalmente chegou dezembro e com ele o tão esperado beijo. Desde então, ou melhor, até então (já nem sei mais), estamos juntos, ficando. Saindo pra barzinhos, restaurantes, filminhos, viagem…

Algumas coisas já aconteceram e, se fosse um tempo atrás, já teria chutado o pau da barraca. Mas não, não consigo me reconhecer, estou tão sangue de barata, fria, que fingi que não tinha visto nada, que nada tinha acontecido.

Eu tenho vontade sim, de falar pra ele tudo que eu sinto, mas eu percebi que todas as vezes que entreguei o ouro na mão do bandido, me dei mal. Meio óbvio, né? E eu não quero me dar mal mais uma vez. Quero me dar bem, quero ficar com ele.

Uma coisa é muito certa e não falo isso para me gabar, mas agindo dessa forma, ele sempre volta pra mim.

Porém, hoje estou muito em dúvida se realmente esse negócio vai dar certo. Fatores alheios a minha vontade (diga-se: muito alheios) estão acontecendo. A gente tenta mudar, mas parece ainda não dar certo. Talvez ainda não seja hora, nem a pessoa certa.. vai saber!

Mas estou muito confiante que fiz tudo que alguém poderia fazer, da melhor forma possível (e saudável) para conquistar alguém que realmente se gosta e se quer.

E se ele duvida que eu goste de verdade dele, ele deveria parar para pensar e ver que se eu faço todas as coisas que faço por/para ele, impossível isso não ser amor.

E que se estou agindo fria, que não demonstro e nem dou vazão aos meus sentimentos, é porque, do fundo do meu coração, eu quero que isto dê certo.

Cultivei meu jardim. E se tiver que ser meu, será.

Finding my way home…

Setembro 25, 2007

Eu não sei que raios me deu para tá criando esse blog. Mas como toda história tem um começo, partiremos do princípio.

Desde pequena, fui acostumada a ler muitos livros, logo, tinha que concretizar aquelas idéias que nasciam na minha cabeça. Comecei com um diário. Lá, eu escrevia sobre garotos que me apaixonava, amigos, viagens, o primeiro beijo, as brigas com meus pais pelo meu jeito impulsivo de ser, ou seja, um monte de baboseiras que toda garota de 12,13 anos passa na vida.

Ele era um caderno com a estampa da Minnie na capa, todo colorido. De tanto que eu escrevia, tive que comprar outro, porém o segundo nem chegou à metade. Isso eu já tinha uns 16 anos e já não dava mais bola pra diário. Afinal, tava crescendo, virando mulher. “Onde já se viu uma mulher de 16 anos escrevendo em diário ainda!?” Era o que eu pensava. Mas confesso que de vez em quando, eu me socorria dele, nas horas em que a solidão me apertava e eu não tinha ninguém.

Dia desses li num blog a seguinte frase: “Blog é coisa de gente triste”. Realmente, naquele momento, concordei com tal afirmação, talvez tenha partido daí a criação para tal. Acredito que quando estamos tristes, temos uma inspiração a mais para escrever. Claro e óbvio, sobre coisas tristes, as quais estamos passando no momento. É um desejo de desabafar, expor ao mundo a sua dor e saber que vai ter alguém, seja quem for e onde estiver, que vai se identificar com você.

Hoje foi um dia meio fora do normal. Acordei o despertador. Essas coisas não acontecem comigo, que todos os dias sou despertada ao som de “Teu pai toca, tua mãe dança (ahhhhhhhh!)” – sei que muitos vão me recriminar por esta música, mas a introdução dela é bacana pra acordar, tentem! Mas voltando, acordei 07:20h com a cabeça fervendo de tantas idéias. O texto desse blog foi sendo escrito na minha mente, palavra por palavra. Parecia que algum espírito escritor tinha baixado no meu corpo. Na hora, pensei em pegar um caderno e anotar tudo, afinal, sempre esqueço tudo depois, mas não, talvez por estar vivendo a situação, não me esqueci. A riqueza dos detalhes era algo fascinante.

O tempo foi passando e quando me dei conta, o despertador começou a tocar, no batidão do technobrega (hahaha!). Era 08:15h. Apertei o soneca e decidi ficar mais um pouco, afinal, estava cheia de idéias para escrever, e há tempos isso não acontecia. Cinco minutos se passaram na velocidade de um, e lá foi o soneca mais uma vez apertado. Depois de cinco sonecas apertados, fui praticamente intimada a me levantar, afinal tinha que ir para o estágio, mas no fundo, a vontade era ficar na cama, enrolada no edredon, abraçada na almofada e com aqueles textos na cabeça. Eu tava adorando tudo aquilo.

Levantei e fui tomar banho, café, aquelas coisas básicas que se faz ao acordar. Ao retornar para o meu quarto, aquela espiada básica no celular, jogado na cama. Ôpa! Tem algo diferente no visor. Era uma mensagem. Era dele. Claro que respondendo uma minha da noite anterior, mas respondeu. Não sei que sentimento me deu na hora. Felicidade por ele estar me respondendo ou raiva pelo fato de o conteúdo não me favorecer. Fui tomando o café, degustando as palavras dele na minha cabeça, uma por uma, e foi então que respondi a mensagem e aqui entra o acontecido no sábado à noite.

Não me sinto melhor, nem feliz, referente ao que fiz. Realmente me deixei dominar por sentimentos inferiores, mas sentimentos de quem se sente traída e magoada. Eu tava no meu direito, afinal, àquela hora me encontrava solteira e podia fazer o que quiser, não tinha que dar satisfação a ninguém. Nunca fui de me preocupar muito com a opinião dos outros, eu sei exatamente o que aconteceu, os outros não precisam saber e, mesmo pensando que possa ter feito algo do qual ele não gostou e criado um motivo para ele fazer o que fez, sei que a culpa não foi minha. Sei lá, as coisas acontecem porque tem que acontecer, e se não foi, é porque não era para ser. Sempre parto dessa premissa.

A manhã se desenrolou dessa forma: a gente se comunicando por mensagem e tentando apaziguar as coisas, mas como expliquei para ele, é difícil, mas mesmo depois de tudo, tenho um carinho grande por ele, gosto dele, mas só o tempo mesmo para me fazer esquecer o que aconteceu e, quem sabe, perdoá-lo. Marcamos de conversar, um dia. Sem data, sem hora, local incerto. É… deixa o tempo passar e quando for a hora e o momento, ambos saberemos.

É duro pensar no que aconteceu e até o presente momento, me sinto confusa ainda com o bombardeio que me sucedeu. Penso nos meus antigos relacionamentos. Um falava, mas não demonstrava. Outro demonstrava, mas não falava. Ele demonstrava e falava. Que estranho! Sempre quis alguém que não falasse por falar, que falasse que gostava de mim, mas que também demonstrasse em atitudes o carinho que sentia por mim. Ele era assim. Ao vivo, por telefone, por MSN e qualquer outro meio de comunicação existente. Claro que eu gostava, e o pior de tudo é que eu sentia no olhar dele que era sincero, apesar de sempre chamá-lo de louco face a rapidez e grandiosidade das palavras que me dizia. Às vezes, a gente ficava se olhando, assim, sem mais nem menos, do nada, como se pudéssemos enxergar a alma um do outro. “Dois abestadinhos”, falávamos.

Quando a gente saía com os amigos, era tanta a admiração um pelo outro que não conseguíamos interagir com os outros. Era algo muito engraçado. Uma mesa cheia de gente, mas ele só via a mim e eu a ele. Ele me fazia rir horrores e eu sei que tinha umas piadinhas boas, afinal ele ria também e eu sentia que não era só para me agradar.

É, hoje a inspiração tomou conta de mim, eu sei. Sabe o que eu acho mais engraçado? Estou em fase de Monografia de fim de curso e a inspiração que eu mais queria, não vem. Seria mais produtivo né?! Em uma manhã, tô escrevendo cinco páginas falando dele, e levei cinco dias para fazer uma introdução para o meu pré-projeto. Vai entender essas coisas. Torçam por mim, ok?

Tô me tornando uma expert em relacionamentos. Em menos de dois meses, duas decepções. Claro que são pessoas totalmente diferentes, mas a decepção é a mesma, tenha certeza! O bom do primeiro é que ele nem mora aqui, logo não corro o risco de encontrá-lo, porém “ele”, mesmo em casa, posso vê-lo. Ralado isso! O primeiro, até para outro estado eu fui, tamanha loucura era. Vivi os dez melhores dias da minha vida, aventurando por um estado que não conhecia, conhecendo novas cidades, pessoas, temperaturas. O roteiro era feito na hora, todo dia era algo novo, todo dia um lugar diferente para dormir. Aventurei mesmo e não me arrependo de nada. Como tudo que é bom, acaba, tive que voltar pra minha realidade calorenta. Desde o princípio, sabia que a distância seria problema, são raros os casos que dão certo, porém, além disso, outro infortúnio aconteceu e fomos ficando cada vez mais longes um do outro, além dos quilômetros que nos separavam.

Sofri, chorei, mas passou. Hoje, voltamos a nos falar novamente, meio que tímidos, como se a gente tivesse se conhecendo ainda, mas vi que não era pra mim. Da mesma forma, estou buscando encarar essa segunda falida empreitada. Acho que por sair recente de um sofrimento, fui com calma no segundo. Muito diferente do que sou no comum (quem me conhece sabe o quanto me atiro de cabeça nas relações). Pensando bem agora, até parece que no início, eu já previa o fim. Não quero dizer que não fui eu mesma na relação com “ele”, mas mantive a calma e prudência nos sentimentos, diferente dele. Acho que a gente aprende. Pior que já tinha prometido a mim mesma que não ia namorar tão cedo alguém que conheço há pouco tempo. Experiência de um ano atrás, porém não segui o que disse.

Nos falamos no MSN, mas nada demais. Saí do estágio e, no caminho, ao descer a escada, doeu um pouquinho. Não vi o carro dele me esperando no estacionamento. Segui meu rumo e peguei de volta meu MP3 que há tempos estava jogado de lado por falta de pilhas. Hoje foi um bom dia para ouvi-lo. Enquanto o ônibus fazia o seu percurso diário, fui ouvindo àquelas músicas e ligando cada trecho a situação que me encontro. Tenho mania disso! Ou então me ligar num filme. Eu já disse: é praticamente impossível um momento da minha vida não ter uma trilha sonora. Acreditem!

Segue a lista que embalou minha saída do estágio até minha casa, com os trechos que mais grudaram na minha mente:

1. Sheryl Crow – If it makes you happy (me sentindo a própria Britney em Crossroads)

“If it makes you happy
It can’t be that bad
If it makes you happy
Then why the hell are you so sad”

2. Sheryl Crow – Strong Enought

“God, I feel like hell tonight
Tears of rage I cannot fight

Nothing’s true and nothing’s right
So let me be alone tonight”

3. Stereophonics – Maybe Tomorrow

“I’ve been down and
I’m wondering why
These little black clouds
Keep walking around
With me

So maybe tomorrow
I’ll find my way home”

4. The Cardigans – Erase and Rewind

“Yes, I said it’s fine before
I don’t think so no more
I said it’s fine before
I’ve changed my mind
I take it back

Erase and rewind
’cause I’ve been changing my mind”

5. The Cranberries – You and Me

“I’m not going out tonight ‘cos I don’t want to go
I am staying at home tonight ‘cos I don’t want to know
You revealed a world to me and I would never be
Dwelling in such happiness, your gift of purity

You and me it will always be
You and me Forever be,
Eternally it will always be you and me”

6. The Divinyls – I Touched Myself

“I love myself
I want you to love me
When I’m feelin’ down
I want you above me
I search myself
I want you to find me
I forget myself
I want you to remind me

When you’re around I’m always laughing
I want to make you mine”

7. The Verve – Sonnet (ok, essa música foi compartilhada no momento em que fui “cobrir” um evento junto dele. Ele trabalhando e eu ouvindo o MP3 dele, exatamente nessa música, além de…)

“Yes, there’s love if you want it
Don’t sound like no sonnet, my lord

Eyes open wide
Looking at the heavens with a tear in my eye”

Tá, essas foram as que marcaram mais pelos trechos, mas outras músicas tocaram, como “No cars go” do The Arcade Fire, que dispensa qualquer comentário, tendo em vista a primeira vez que saímos. A própria tocava no som do carro dele.

Nossa, jamais pensei escrever tanto. Sei que o blog não vai sair daqui, mas não sei quando a inspiração vai baixar denovo, então tenho que aproveitar o momento.

Outra coisa engraçada. O que nos ligou foi exatamente um post do blog dele, dando dicas de música para quem levou um chute, e exemplificando cada estágio. Onde começou, terminou. Ele se dizendo estar no estágio 666 e eu, transparente, dizendo que tava no 6 com resquícios do 2. O meu texto não é pra dar dicas de como superar um chute, afinal, se soubesse a fórmula, não estaria passando por isso, mas sim, desabafar, e saber que vai ter alguém que vai ler minha história e vai se identificar, mudando apenas o contexto.

Eu tinha pensado numa dica… bom, vou falar. Falo por mim, mas quando você se encontrar na mesma situação que eu, o melhor que você tem a fazer é dormir. É, dormir! Não é nenhuma piada. Vou elencar a vantagens:

  1. O tempo passa e você nem sente;
  2. Você não vai entrar no Orkut;
  3. Nem no MSN;
  4. Você não come;
  5. Logo, emagrece.

Se alguém tiver outras vantagens em mente, pode mandar. Mas é a verdade. E pra quem adora dormir, como eu… é prato cheio!

Fim de noite chegando. Ah, eu o vi na Unama. De longe. Sei que ele também me viu.

Para fechar esse dia inspirador, queria dizer que ele faturou o Oscar de melhor (ou seria pior?!) decepção. Sabe quando você está voando e de repente te cortam as asas? E você não tem nenhuma nuvem para te apoiar? Exatamente!

Eu já não tenho palavras para descrever a surpresa da notícia, realmente, eu jamais esperava. Meu dicionário de adjetivos esgotou-se. E lembrar de tudo que ele disse, demonstrou e fez, até agora não deixou minha ficha cair.

Mas sei que vai passar, tudo na vida passa. Daqui a um tempo, vou estar rindo de tudo isso e vai ser mais um aprendizado da escola da minha vida.

Sabe o que eu vou fazer agora?! Vou dormir! hihiihih! =]P