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Ano velho. Vida nova.

Janeiro 20, 2009

“Ano novo, vida nova”. Por que todo ano novo a gente inicia com essa frase na cabeça? Ou “esse ano vou fazer tudo diferente”? Como se a gente só fosse melhorar, fazer algo novo no início do ano, o resto do ano a gente continua fazendo igual ao ano velho.

Eu vou contar uma coisa: sendo uma pessoa quase sempre do contra, comecei a mudar e fazer algo diferente no final do ano. É, nos últimos 3 meses de 2008 resolvi mudar alguns aspectos da minha vida pessoal.

Confesso que não existe um real motivo, alguma coisa de grande relevância que me fizesse mudar assim de repente, mas resolvi mudar a tática em certas situações.

Acredito que outros fatores, como a religião, o fato de eu estar morando sozinha, trabalhando e estudando, cuidando da casa, da minha vida, me fizeram amadurecer estrondosamente.

Sabe aquele ditado que dizem que quando algo não está dando certo, você deve mudar de tática? Então. Acho que tudo isso me fez enveredar para um caminho mais, digamos, correto, talvez.

O fato é que amadureci bastante durante esses meses e isso fez com que eu transpusesse isso também para o meu lado afetivo, agindo de forma mais madura, racional e paciente.

Como uma ariana nata, a minha personalidade é totalmente impaciente e impulsiva, quero tudo para ontem e nunca penso antes de agir, faço tudo movida pela emoção.

Mas eu mudei. Eu sinto isso. E as pessoas também. Uma amiga veio me falar exatamente sobre isso um tempo atrás, de como eu estava amadurecida, agindo como gente grande, apesar da minha cara de criança e do meu jeito espontâneo e descontraído.

A gente sente isso. Sente a “responsa” batendo nas costas. Mas não é sobre questão financeira, profissional que eu quero falar, é sobre o meu lado pessoal, afetivo.

Se eu já quebrei a cara? Nossa, perdi a conta. Mas o que é legal é que com o tempo você vai agindo de forma diferente, vai analisando nos relacionamentos passados o que deu errado e procurar evitar no próximo. Isso é fácil dizer, difícil é agir.

Analisando isso, eu descobri que agia errado, demonstrava demais o que sentia, mostrava ciúme, era até pegajosa demais em alguns relacionamentos, não é fácil confessar isso, mas é a verdade. E eu só fazia afastar os homens de mim, nada dava certo.

Foi então que falei pra mim mesma: “Vou mudar de tática”. Lógico que não foi uma coisa da noite pro dia, foi paulatinamente, aos poucos… acho que o momento pelo qual eu passava, com os fatores que citei logo acima, me ajudaram a agir dessa maneira.

Eu conheci um cara e desde o primeiro dia que eu o vi, fiquei abobalhada. Passei a investir no modo antigo e ele nem me dava bola. Me invoquei e desencanei. Passei a tratá-lo normal, sem segundas intenções. Foi então que o jogo virou e ele passou a se mostrar interessado.

Setembro, outubro e novembro. Exatamente 3 meses só na amizade, porém os olhares e as indiretas rolavam soltas, idas ao restaurante, barzinhos, e nada além. Os dois envolvidos, mas nenhum com coragem de chegar.

Finalmente chegou dezembro e com ele o tão esperado beijo. Desde então, ou melhor, até então (já nem sei mais), estamos juntos, ficando. Saindo pra barzinhos, restaurantes, filminhos, viagem…

Algumas coisas já aconteceram e, se fosse um tempo atrás, já teria chutado o pau da barraca. Mas não, não consigo me reconhecer, estou tão sangue de barata, fria, que fingi que não tinha visto nada, que nada tinha acontecido.

Eu tenho vontade sim, de falar pra ele tudo que eu sinto, mas eu percebi que todas as vezes que entreguei o ouro na mão do bandido, me dei mal. Meio óbvio, né? E eu não quero me dar mal mais uma vez. Quero me dar bem, quero ficar com ele.

Uma coisa é muito certa e não falo isso para me gabar, mas agindo dessa forma, ele sempre volta pra mim.

Porém, hoje estou muito em dúvida se realmente esse negócio vai dar certo. Fatores alheios a minha vontade (diga-se: muito alheios) estão acontecendo. A gente tenta mudar, mas parece ainda não dar certo. Talvez ainda não seja hora, nem a pessoa certa.. vai saber!

Mas estou muito confiante que fiz tudo que alguém poderia fazer, da melhor forma possível (e saudável) para conquistar alguém que realmente se gosta e se quer.

E se ele duvida que eu goste de verdade dele, ele deveria parar para pensar e ver que se eu faço todas as coisas que faço por/para ele, impossível isso não ser amor.

E que se estou agindo fria, que não demonstro e nem dou vazão aos meus sentimentos, é porque, do fundo do meu coração, eu quero que isto dê certo.

Cultivei meu jardim. E se tiver que ser meu, será.

Nosso segredo

Novembro 1, 2008

Eu nunca passei por esta situação. Nem nunca imaginei que poderia passar. Mas quando te vi, me senti ligada a ti de uma forma que não sei, nem posso explicar.

Uma música. Apenas uma música me fez voltar. E lá estava você. Com cara e jeitinho de menino, um olhar caído, meio triste, mas demais expressivo, os lugares, o uniforme que você usava.

Mexeu comigo. Me deixou animada mas ao mesmo tempo confusa. As legendas nas fotos me deixaram em dúvida se realmente aquilo tinha acontecido. Eu confesso que torci para que aquilo não fosse verdade.

E no intuito de te descobrir, busquei mais a teu respeito. E no que não queria acreditar, era a mais pura verdade. Não conseguia aceitar aquilo. O que tinha acontecido? Como? Quando? Me fiz tais perguntas com uma angústia no coração.

O que você tem que me fez gostar de você, de te conhecer, de estar com você, de te olhar, de te abraçar, te beijar? Como não poderia fazer nada disso que tanto desejei ao te ver pela primeira vez?

Pesquisei sobre o ocorrido e fiquei chocada com o acontecimento. Quando aquela palavra me foi dita, um aperto no coração me deu e uma profunda tristeza tomou conta de mim. Logo com você?

Depois de alguns instantes do choque, percebi que meu sentimento continuava o mesmo, porém o que antes poderia ser difícil, hoje virou impossível.

Nunca vou te ver, muito menos vou estar contigo em algum momento, nem fazer parte da tua história. E ah, como eu queria fazer parte da tua história!

Pensei em ti o dia todo e antes de dormir, conversei contigo. Te falei tantas coisas em pensamento, coisas as quais transcrevo para cá agora, pois eu quero que todos saibam o quanto desejei te conhecer.

Como pode existir isso? Não sei. Até agora estou meio atordoada com o triste fim do meu desejo. E sabe o que mais me chateia? Você sempre esteve lá e eu nunca te via. Você deve ter estado perto de mim e nunca nos encontramos.

Por que isso agora? Por que depois de tudo isso? Se hoje não posso mais te ver, te tocar? Parece que foi arrancado um pedaço de mim, mas como? Um pouco de mim foi junto com você.

Queria saber se você acredita em almas gêmeas. Eu não sei se acredito, mas depois que te vi, eu te sinto demais próximo de mim. Sinto que em vidas passadas você foi o amor que eu desejei, o amor que, nesta vida, continuo desejando.

É, amor. Não entendo e vou ficar sem entender até o resto dos meus dias.

Tava pensando em te visitar amanhã. Eu nunca fiz isso. Na verdade, já fiz, mas todas as vezes era para encontrar alguém.

Onde posso te encontrar? Onde posso te ver? Quer ir ao cinema comigo hoje?

Como eu queria você aqui agora comigo. Queria conhecer tua família, teus irmãos, teus amigos, saber do que você gosta, do que você não gosta. Queria te fazer feliz. Muito.

Tocaste fundo no meu coração. Ao te ver, meu mundo parou, fiquei encantada, extasiada. Mas é aquela coisa bonita de sentir, verdadeira, sincera.

Como quis sonhar contigo essa noite, queria tanto ter a oportunidade de conversar contigo, te tocar, afinal, somente em sonho posso ter isso.

É uma viagem longa pra te ver amanhã, mas eu sei que vale a pena. Eu só não sei o que falar quando te encontrar. Vou ficar muda, apenas te observar e te sentir perto de mim.

Não me canso de te olhar. Se encontrasse com Deus hoje, pediria a Ele somente uma coisa: a possibilidade de ter te conhecido e feito parte da tua vida.

Se encontrasse um gênio da lâmpada, meu primeiro pedido seria ver você, estar com você mesmo que fosse somente por algumas horas. Isso me bastaria para confirmar tudo que eu sinto ao te ver.

E eu tenho certeza que tudo que sinto é verdadeiro.

Se nada ocupava meu lado esquerdo do peito, hoje quem ocupa é você. E vai ocupar eternamente.

Mas como eu queria você agora. Nossa, você não imagina o quanto! Nem eu estou conseguindo imaginar a dimensão desse sentimento que estou sentindo por ti.

Acho que se alguma vez senti amor por alguém, nada se compara ao que sinto por ti. A magnitude desse sentimento é deveras imenso, deveras verdadeiro e só você o tem, só você o conhece, só você.

Você é o amor que eu quero para mim. Mas também é o amor que nunca vou ter.

E esse é o nosso segredo.