Posts de Setembro, 2009

A HISTÓRIA DE UM QUADRO

Setembro 5, 2009

Uma lembrança de infância que tenho é um quadro de fundo amarelo que ficava pendurado na saleta da casa da minha avó. É um quadro bem pequeno, enfeitava a parede dessa sala no apartamento antigo dos meus avôs.

Sempre tive uma paixão por esse quadro, não sei por quê. Ele não tem nenhuma paisagem, nenhuma flor, nenhuma foto, nada. Apenas duas frases.

MEUS ACERTOS NINGUÉM SE LEMBRA.

MEUS ERROS NINGUÉM SE ESQUECE.

Estas palavras para mim soam sempre como uma reflexão. Sempre me deixam pensativa, me fazendo analisar tantas coisas.

Hoje eu não vi o quadro, mas ele me veio à cabeça,  num momento de pura e introspectiva reflexão, com frases largadas, palavras soltas, todos à deriva do meu infinito pensamento.

É impressionante a capacidade do ser humano em apenas recordar aquilo que não lhe faz bem ou aquele momento não muito bom que teve na vida.

Sabe, tanta coisa boa aparece e acontece, mas sempre estamos propensos a nos lembrar daquilo que deu errado, daquilo que nos magoou, daquilo que não deveria ser lembrado.

Ao longo dos anos, você conhece tantas pessoas boas, mas você insiste em querer lembrar apenas daquela que te fez sofrer, como se ela merecesse um troféu, o que deveria ser totalmente o contrário.

Pessoas vêm e vão, isso não é nenhuma novidade, afinal a vida está sempre em constante transformação, seja para melhor ou para pior, isso depende de cada um. Mas nunca ficamos parados muito tempo num mesmo momento, numa mesma fase.

O bicho homem é um ser curioso demais, sempre quer aquilo que não está ao seu alcance e até concordo que uma certa dificuldade torna o jogo mais estimulante.

Mas às vezes essa incessante busca pelo impossível cansa e o homem se torna uma pessoa infeliz, melancólica e que mantém suas portas fechadas para um universo desconhecido. Ele não se permite.

E bem nesse momento, tanta coisa boa acontece, mas ele está cego demais para enxergar.

Pessoas que estão ao seu redor pelo simples fato de gostarem de estar ao seu redor. Mas por alguma irracionalidade você não consegue perceber essa pessoa.

E ai eu me pergunto: Será que é preciso você perder essas pessoas para se dar conta do quanto elas eram importantes na sua vida? Do quanto elas te faziam bem, do quanto elas te alegravam, do quanto vocês tinham momentos infinitamente agradáveis?

Eu me recuso em acreditar em demonstrações de admiração quando você perde a pessoa. Por que não fez tudo isso enquanto ela estava ao seu lado? Quando vocês compartilhavam uma vida juntos, quando era gostoso tê-la por perto?

O arrependimento agora é constante nas suas palavras e pensamentos. E você faz questão de dizer agora o quanto você foi um tolo em não notar o quanto àquela pessoa que estava ao seu lado diariamente era maravilhosa.

O que você ganha agora com isso?

Se o gratificante de toda essa história é poder olhar no rosto da pessoa e ao dizer o quanto ela é especial na sua vida, o sorriso dela, meio tímido e acanhado, é o melhor presente que você poderia receber.

Em um mundo em que as pessoas são totalmente individualistas e egoístas, palavras como respeito e admiração estão sendo extintas de muitos vocabulários.

Preserve aqueles ao seu redor, aqueles que lhe fazem bem sem querer nada em troca. Você é o melhor presente para eles.

Não espere perder estas raridades. Tenha os pés no chão. E num tom bem clichê mesmo, você não sabe o dia de amanhã.

Eu costumo dizer que dois raios não costumam cair no mesmo lugar, mas me enganei veementemente nesses últimos tempos. Sortudos são os que podem ter essa chance, mas que infelizmente não conseguem/podem/querem enxergar o óbvio.

E quando minha avó for dessa para melhor, a única herança que eu quero dela é o quadro, para pendurar num cantinho bem especial da minha casa e poder ter vários momentos de reflexão como este.

Uma música?

Momento “Good Times” #2

Setembro 3, 2009

good times

Tava eu me recuperando do fim do meu primeiro namoro e de uma frustração no meu vestibular, quando…

- “O mais duradouro”

Nos três meses de cursinho que fiz no Sophos, em 2003, conheci alguns amigos, um eu falo até hoje, até formou comigo, uma eu parei de falar e outro está preso [muitas reviravoltas, hein?].

Dessas amizades, veio um feriado, creio que era Carnaval e fui pra Mosqueiro, pra casa dessa amiga que não falo mais hoje. Ela tinha um namorado e certo dia, na orla do Murubira, em frente da casa dela, vi pela primeira vez meu futuro namorado. Ele era amigo do namorado dela, fomos apresentados, mas juro, em nenhum momento ele me atraiu. Ele era um negão, sarado e usava aquele cabelo encaracolado com tiara. Aff!!! [Passado condena demais uma pessoa].

Meses passaram, parei de falar com a menina, passei no vestibular, me recuperei do ex e segui a vida. Fiquei saindo, e numa dessas saídas com a prima do meu ex, ela inventa de sair com um povo da natação dela. Entrei no carro, dois casais se formaram, só restava saber quem com quem.

Paramos na frente do saudoso Iron Pigs e ao sair do carro, reconheci o menino que dirigia. Era o meu ex-futuro-namorado. Só a título de curiosidade, minha amiga já tinha ficado com ele, logo, me restava o amigo dele. Ou não.

Final de noite, entramos na saudosa Le Max, dança vai, dança vem e numa ida ao banheiro, minha amiga me confessa que queria agora o amigo dele. Ai meu Deus! Na volta, o meu ex-futuro me tira pra dançar, um forró maroto o qual nem lembro mais e num rala-coxa violento, ele me tasca um beijo, selinho, com uma mordidinha no final (ele lembra disso até hoje!).

E a minha amiga vendo a cena e ainda no 0×0 com o tal amigo, o qual queria ficar comigo (ai confusão!), meio que fecha a cara. Olha, vai entender tudo isso, ela jogou ele no meu peito porque queria o amigo dele. Mas isso não vem ao caso. Mulheres!!!

Resultado disso: troca de telefone, SMS toda hora… saídas e… pá! Namoro! Estava iniciando meu curso de Direito quando começamos a namorar. Foram quase 2 anos e alguns términos e voltas. Até hoje temos uma amizade muito boa e confissões de eterno amor dele por depoimento no meu Orkut, porém ele pisou um pouco na bola, literalmente.

Muitas vezes trocada pelo futebolzinho bem nos finais de semana, cerveja com amigos, falta de perspectiva e objetivos para o futuro. Tudo isso foi me chateando até que fulminou com o término definitivo, num dia num pagode [já disse que passado condena], quando ele ficou com 3 meninas na minha frente e quando fui beijar um menino, ele quis fazer o maior barraco, querendo brigar. Resultado: foi expulso do lugar.

Posso dizer que tive muitos momentos bons com ele e aprendi a ser menos ciumenta e mais tranqüila nos meus relacionamentos. Até hoje sou muito grata por todos os momentos que tivemos, por todos os momentos durante e pós-namoro, os quais precisei e ele sempre esteve presente. Desde ir almoçar na casa dele com meus sogros, todo dia,  no meu intervalo de estágio na CELPA, durante o namoro ou quando bati o dedinho na quina da parede e achava que tinha quebrado e ele me levou na Unimed, no pós-namoro.

Enfim, vamos às músicas:

No auge de uma certa novela da Globo, rolava uma música do Paulinho Moska, bem no início do nosso relacionamento, ele me mandava SMS com um trecho da música e eu completava. Coisa fofa de comecinho de namoro:

Com ele e os amigos dele, passei a freqüentar lugares mais regionais, com músicas paraenses e muita MPB. Numa dessas, conheci a cantora Simone Almeida, que me traz boas recordações dessa época:

Outra é Marisa Monte, que já gostava, mas essa música em especial me fazia ficar cantando horas lembrando dele. Gosto muito da letra dela. Segue:

E para finalizar, não poderia faltar um rock, né? Pink Floyd, “Wish you were here”. Essa música é bem clichê, mas não deixa de ter seu valor. Até hoje acho ela uma música linda e adoro ouvi-la, mas consigo muito bem separar as coisas.

Muitas outras músicas marcam esse tempo e tenho algumas registradas num cd que ele gravou pra mim e me deu de presente, todas de MPB e com letras muito bonitas, que transmitiam o sentimento dele por mim.

Fico pensando: se ainda tivesse o mesmo sentimento que tinha por ele na época, talvez estivéssemos juntos até hoje, fora algumas outras coisinhas, claro…

E pensar que o amigo dele hoje é juiz… HAHAHAHAHAHA! Sempre escolho os errados! [Brincadeiraaa!!!]

Nova cara!

Setembro 1, 2009

Hoje resolvi mudar tudo.

Uma coisa mais a minha cara, porém menos extravagante e chamativo. Algo colorido, porém discreto. Bem do jeito como venho me sentindo ultimamente.

Não teve nada em especial para uma mudança repentina, porém, mudanças são boas, faz bem jogar fora certas coisas antigas, assim, abrimos espaço para o novo.

Que venham novas energias!