Posts de Setembro, 2008

“Meu inferninho”

Setembro 28, 2008

Enganam-se aqueles que acham que gostar de alguém é tão simples assim. O começo de um relacionamento é sempre uma tortura prazerosa, estressante e envolvente.

Visto sob o prisma de românticos, é algo maravilhoso, que te deixa nas nuvens, flutuando. Não deixa de ser verdade, principalmente quando você atende o telefone e é ele e você gagueja nas palavras, ou a timidez do olho no olho, o sorriso acanhado, o frio na barriga no primeiro beijo, a sensação de ser bem quista por alguém… tudo isso é bom demais de sentir!

Mas para quem já tem uma certa bagagem nas costas, sabe que outras coisas, não tão agradáveis, acontecem também, como ciuminho em vê-lo conversando com uma amiga, agonia porque ele ainda não te ligou, ansiedade para encontrá-lo depois de uma semana cheia, uma saudade desesperadora, uma briguinha boba…

Tudo isso é um mix de sensações e sentimentos dentro da sua cabeça e coração.

Ou melhor, um inferninho!

Depois ocorre aquela guerra interior entre coração e razão. Você quer ligar, mas sua cabeça diz que não, diz para você esperar ele te procurar. Quer vê-lo, mas tem medo do que ele pode pensar. Quer deixar um recado no orkut dizendo que está morrendo de saudade, mas e se ele não responder? Vê-lo entrando no msn, os dedos coçam, o coração bate, mas você se mantém inerte… com medo!

Você não quer parecer interessada demais, nem se envolver, quando no final das contas você se dá conta que já está envolvida por inteiro, porém só seu coração sabe. Você teima consigo, envia mensagens ambíguas para não acreditar que no fundo, no fundo, você já está gostando daquela pessoa.

Você começa a inventar fórmulas mirabolantes, ler textos apaixonados e melosos, ouvir músicas que lembrem vocês dois, passar por lugares e recordar que você já esteve lá com ele, conversar com amigos em comum e tentar descobrir alguma coisa sobre ele, apertar o F5 do orkut e ver se ele está online ou se te deixou um recado, olhar a foto dele no msn, querer falar e não conseguir, ver as chamadas dele no seu celular e contar os dias, horas e minutos em que vocês se falaram pela última vez, ler as mensagens de texto dele reiteradas vezes.. ufa!

E nessas horas, você se teletransporta para um episódio do Chapolim Colorado e se pergunta:

“Oh, e agora, quem poderá me defender? “

E, mesmo depois de tanta bagagem, você continua sem saber o que fazer numa situação dessas, porque se você párar para pensar, a situação pode ser parecida, porém as pessoas distintas, logo, você tem quer ter um feeling para lidar de novo com a mesma situação.

E isso que é o gostoso desse inferninho!

Parabéns!

Setembro 25, 2008

Eu tinha tanta coisa programada para escrever hoje…

Infelizmente a correria do meu dia não me permitiu parar sequer um minutinho para vos escrever. Porém, não podia deixar essa data passar em branco.

Data esta que marca o início de toda uma história.

Sei que não tenho muitos posts aqui, afinal não sou nenhuma escritora assídua, até por que faço das minhas palavras um hobby, algo para desabafar, entreter, uma terapia.

Quem tiver paciência e ler o primeiro post, vai saber do que estou falando. Tudo começou com uma desilusão (amorosa!). Utilizei-me da escrita para jorrar todo o sentimento dentro do meu ser àquele momento.

Depois, escrevi algo cômico, uma história real, vivida por mim. Por mais que pareça mentira. Em seguida, tentei usar de todo meu lirismo… em vão.

Depois, depois…

Acontece que depois de tudo isso, estou aqui, escrevendo essas coisas nosenses para vocês (mas antes não ter escrito nada!). Ainda faço vocês perderem tempo.

Voltando…

Um ano.

Para alguns, pouco. Para outros, muito tempo. Acontece que muita coisa aconteceu desde 25 de setembro de 2007. E na maioria, coisas boas.

Eu só queria deixar registrado esta data. Queria muito poder escrever algo interessante para vosso deleite, porém estou nas últimas aqui na frente deste computador.

Mas preciso dizer:

Parabéns, Too Late!

Feliz aniversário!

Tudo tem seu tempo certo

Setembro 11, 2008

Se vocês me vissem há um tempo atrás, veriam uma pessoa totalmente perturbada, ansiosa, agitada (não, não sou nenhuma doente, nem tomo ansiolíticos).

Acontece que eu estava na reta final do meu curso, escrevendo a bendita monografia de final de curso, com provas, trabalhos e ainda tinha o estágio. Mesmo parecendo tão ocupada, quase sem tempo para pensar no futuro – ou até mesmo no presente -, eu vivia uma ansiedade maluca.

Uma fase da sua vida termina para dar início a uma totalmente nova e o fato de você não saber que rumo irá tomar, te assusta. Eu pensava: “nessas horas eu queria ser uma mãe Delamare”, mas ai parava para pensar e chegava a conclusão de que é esse o ponto legal de toda a história. Você não saber que caminhos seguirá, que trilhas irá percorrer.

Confesso que isso chegou até a interferir na minha vida afetiva, sabe. De querer apressar as coisas, ficar inquieta com o que vai acontecer, se o fulano vai me pedir em namoro. Nossa! Hoje eu olho para trás e vejo o quanto isso só me atrapalhava.

Tá certo que esse negócio de fantasiar o futuro com uma pessoa é normal (eu sou expert nisso!). Coisa de mulher, eu acho. Mas voltando, se vocês soubessem o quanto eu tô tranquila esses tempos…

Sabe, acho que tô numa fase zen. Na verdade, percebi que não adianta a gente apressar as coisas, ou como diz o velho ditado popular “colocar a carroça na frente dos burros”.

O que temos que fazer é sempre nos manter firmes nos nossos objetivos, ter fé, acreditar que tudo vai dar certo, que assim as coisas vão tomando forma.

Ainda falta muita estrada para mim, mas sei que estou no caminho certo, sempre focando no que realmente eu quero.

Hoje, eu não tenho mais pressa, pois tudo tem seu tempo certo de acontecer e acontece quando você menos espera.

Ser ou Estar (feliz)?

Setembro 9, 2008

Não, não é nenhuma aula de português. Também não é a conjugação do verbo ‘to be’, muito menos uma tentativa frustrada de plágio de Shakespeare.

Muita das vezes me pergunto (e me perguntam) se eu estou feliz e ao responder, fico na dúvida. Nunca sei responder essa pergunta. Por isso, hoje em dia, em vez de responder com uma afirmação (ou negação, sei lá), eu retruco com uma outra pergunta: “O que é felicidade pra você?”

Há umas duas semanas atrás, um amigo me fez essa pergunta e eu retruquei. A resposta dele foi a seguinte:

- “Acho que felicidade é quando eu estou com meus amigos, tranquilo, sem as preocupações e pressões do trabalho, de frente pro mar, ouvindo uma música boa, etc…”

Tudo bem, é a versão dele. Confesso que a minha também poderia ser assim. Mas ai fiquei me indagando: “felicidade é só isso?”, “não tem algo mais?”, “algo que te faça saltitar, esquecer o mundo, gritar?”.

Bom, parei pra analisar a situação e percebi a diferença entre “ser” e “estar” feliz.

A questão colocada pelo meu amigo é o “ser”, ou seja, ele é feliz. A questão da minha cabeça é o “estar”. Tá, mas não precisa ser gênio para descobrir isso, certo?

O grande cerne da questão é que a gente só se importa com o “estar” e esquece do “ser”. Por exemplo, quando a gente ganha alguma coisa que queria, a gente fica feliz, mas isso passa depois, ou então quando recebemos uma promoção no trabalho ou um 10 naquela prova super difícil.

O mais raro é o “ser”, porque é algo permanente, não um estado momentâneo como o “estar”.

E como é essa tal felicidade eterna?

Sinceramente, não sei dizer ao certo, quisera eu poder ter essa resposta. Acho que a única felicidade eterna (e momentânea – considere os pulos, gritos, descabelamentos) é quando você ganha na Megasena. Rá!

Brincadeiras à parte, porém acredito que ser feliz é como o meu amigo me disse sabe.

Acho que “ser” feliz é você estar bem consigo, ter um emprego o qual você goste, amigos que te façam rir e que sempre estão do seu lado, uma pessoa companheira para caminhar juntos, uma família maravilhosa que te apoia, sei lá, e outras coisas que você julgar serem importantes.

Porém acho que o principal é isso, o resto é mero espelho de você mesmo e do que você transmite ao seu redor.

Então, não esteja feliz, busque SER feliz! Sempre!