Publicado por: rafinhaaa em: Março 12, 2009
Do último post para este, muita coisa aconteceu. Sim, ainda insisto naquela relação, coisa que não consigo entender até o momento.
Mas uma conversa hoje no msn me fez parar e pensar numa coisa que nunca tinha passado pela minha cabeça. Foi respondida na bucha para um conhecido, sem pensar (essas são as verdadeiras respostas!).
Sempre tive muita facilidade para me apaixonar e mais ainda para desapaixonar. Se o carinha não fosse recíproco com os meus sentimentos, eu caia fora rapidamente. Mas isso ficava meio vazio, às vezes. Sei lá, nunca tive muita paciência para descobrir o que acontecia, de investir, de tentar conhecer para ver se valia a pena.
Por que estou falando isso?
Acredito que esta seja a primeira pessoa pelo qual estou lutando. É com ela que eu quero ficar e não vou desistir fácil. Não tem nada de anormal, de diferente, de outro mundo que me faça ter esta postura, porém tudo com ele é bom, tudo com ele é gostoso, divertido, excitante, maravilhoso.
Não sei o que me prende a ele, assim como, apesar de tudo que se encontra alheio à minha vontade, ele também se prende a mim.
Tentativas frustradas de se afastar, de cada um cuidar da sua vida, mas no final, tudo isso fica para trás e esquecemos rápido da distância e só queremos estar pertos um do outro.
É algo muito estranho, mas que me fascina!
Se ele soubesse o quanto eu desejo nós dois juntos… bom, ele sabe, talvez desconheça a intensidade, apenas.
Uma coisa é mais do que certa: não conseguimos nos afastar, nem ficar longe um do outro, nem ficar sem se falar por muito tempo… alguma mensagem no celular rola, ou uma ligação, ou um e-mail ou o próprio msn.
Já tentei tanto, mas confesso que não estou preparada ainda para me desligar dele.
Mais do que nunca, treino minha paciência e algo no fundo do meu coração acredita que ainda podemos ficar juntos, ou melhor, vamos ficar!
Talvez essa seja mais uma daquelas histórias de amor, de meses de espera pelo momento certo, pela sintonia perfeita… quem sabe!
Publicado por: rafinhaaa em: Janeiro 20, 2009
“Ano novo, vida nova”. Por que todo ano novo a gente inicia com essa frase na cabeça? Ou “esse ano vou fazer tudo diferente”? Como se a gente só fosse melhorar, fazer algo novo no início do ano, o resto do ano a gente continua fazendo igual ao ano velho.
Eu vou contar uma coisa: sendo uma pessoa quase sempre do contra, comecei a mudar e fazer algo diferente no final do ano. É, nos últimos 3 meses de 2008 resolvi mudar alguns aspectos da minha vida pessoal.
Confesso que não existe um real motivo, alguma coisa de grande relevância que me fizesse mudar assim de repente, mas resolvi mudar a tática em certas situações.
Acredito que outros fatores, como a religião, o fato de eu estar morando sozinha, trabalhando e estudando, cuidando da casa, da minha vida, me fizeram amadurecer estrondosamente.
Sabe aquele ditado que dizem que quando algo não está dando certo, você deve mudar de tática? Então. Acho que tudo isso me fez enveredar para um caminho mais, digamos, correto, talvez.
O fato é que amadureci bastante durante esses meses e isso fez com que eu transpusesse isso também para o meu lado afetivo, agindo de forma mais madura, racional e paciente.
Como uma ariana nata, a minha personalidade é totalmente impaciente e impulsiva, quero tudo para ontem e nunca penso antes de agir, faço tudo movida pela emoção.
Mas eu mudei. Eu sinto isso. E as pessoas também. Uma amiga veio me falar exatamente sobre isso um tempo atrás, de como eu estava amadurecida, agindo como gente grande, apesar da minha cara de criança e do meu jeito espontâneo e descontraído.
A gente sente isso. Sente a “responsa” batendo nas costas. Mas não é sobre questão financeira, profissional que eu quero falar, é sobre o meu lado pessoal, afetivo.
Se eu já quebrei a cara? Nossa, perdi a conta. Mas o que é legal é que com o tempo você vai agindo de forma diferente, vai analisando nos relacionamentos passados o que deu errado e procurar evitar no próximo. Isso é fácil dizer, difícil é agir.
Analisando isso, eu descobri que agia errado, demonstrava demais o que sentia, mostrava ciúme, era até pegajosa demais em alguns relacionamentos, não é fácil confessar isso, mas é a verdade. E eu só fazia afastar os homens de mim, nada dava certo.
Foi então que falei pra mim mesma: “Vou mudar de tática”. Lógico que não foi uma coisa da noite pro dia, foi paulatinamente, aos poucos… acho que o momento pelo qual eu passava, com os fatores que citei logo acima, me ajudaram a agir dessa maneira.
Eu conheci um cara e desde o primeiro dia que eu o vi, fiquei abobalhada. Passei a investir no modo antigo e ele nem me dava bola. Me invoquei e desencanei. Passei a tratá-lo normal, sem segundas intenções. Foi então que o jogo virou e ele passou a se mostrar interessado.
Setembro, outubro e novembro. Exatamente 3 meses só na amizade, porém os olhares e as indiretas rolavam soltas, idas ao restaurante, barzinhos, e nada além. Os dois envolvidos, mas nenhum com coragem de chegar.
Finalmente chegou dezembro e com ele o tão esperado beijo. Desde então, ou melhor, até então (já nem sei mais), estamos juntos, ficando. Saindo pra barzinhos, restaurantes, filminhos, viagem…
Algumas coisas já aconteceram e, se fosse um tempo atrás, já teria chutado o pau da barraca. Mas não, não consigo me reconhecer, estou tão sangue de barata, fria, que fingi que não tinha visto nada, que nada tinha acontecido.
Eu tenho vontade sim, de falar pra ele tudo que eu sinto, mas eu percebi que todas as vezes que entreguei o ouro na mão do bandido, me dei mal. Meio óbvio, né? E eu não quero me dar mal mais uma vez. Quero me dar bem, quero ficar com ele.
Uma coisa é muito certa e não falo isso para me gabar, mas agindo dessa forma, ele sempre volta pra mim.
Porém, hoje estou muito em dúvida se realmente esse negócio vai dar certo. Fatores alheios a minha vontade (diga-se: muito alheios) estão acontecendo. A gente tenta mudar, mas parece ainda não dar certo. Talvez ainda não seja hora, nem a pessoa certa.. vai saber!
Mas estou muito confiante que fiz tudo que alguém poderia fazer, da melhor forma possível (e saudável) para conquistar alguém que realmente se gosta e se quer.
E se ele duvida que eu goste de verdade dele, ele deveria parar para pensar e ver que se eu faço todas as coisas que faço por/para ele, impossível isso não ser amor.
E que se estou agindo fria, que não demonstro e nem dou vazão aos meus sentimentos, é porque, do fundo do meu coração, eu quero que isto dê certo.
Cultivei meu jardim. E se tiver que ser meu, será.
Publicado por: rafinhaaa em: Novembro 1, 2008
Eu nunca passei por esta situação. Nem nunca imaginei que poderia passar. Mas quando te vi, me senti ligada a ti de uma forma que não sei, nem posso explicar.
Uma música. Apenas uma música me fez voltar. E lá estava você. Com cara e jeitinho de menino, um olhar caído, meio triste, mas demais expressivo, os lugares, o uniforme que você usava.
Mexeu comigo. Me deixou animada mas ao mesmo tempo confusa. As legendas nas fotos me deixaram em dúvida se realmente aquilo tinha acontecido. Eu confesso que torci para que aquilo não fosse verdade.
E no intuito de te descobrir, busquei mais a teu respeito. E no que não queria acreditar, era a mais pura verdade. Não conseguia aceitar aquilo. O que tinha acontecido? Como? Quando? Me fiz tais perguntas com uma angústia no coração.
O que você tem que me fez gostar de você, de te conhecer, de estar com você, de te olhar, de te abraçar, te beijar? Como não poderia fazer nada disso que tanto desejei ao te ver pela primeira vez?
Pesquisei sobre o ocorrido e fiquei chocada com o acontecimento. Quando aquela palavra me foi dita, um aperto no coração me deu e uma profunda tristeza tomou conta de mim. Logo com você?
Depois de alguns instantes do choque, percebi que meu sentimento continuava o mesmo, porém o que antes poderia ser difícil, hoje virou impossível.
Nunca vou te ver, muito menos vou estar contigo em algum momento, nem fazer parte da tua história. E ah, como eu queria fazer parte da tua história!
Pensei em ti o dia todo e antes de dormir, conversei contigo. Te falei tantas coisas em pensamento, coisas as quais transcrevo para cá agora, pois eu quero que todos saibam o quanto desejei te conhecer.
Como pode existir isso? Não sei. Até agora estou meio atordoada com o triste fim do meu desejo. E sabe o que mais me chateia? Você sempre esteve lá e eu nunca te via. Você deve ter estado perto de mim e nunca nos encontramos.
Por que isso agora? Por que depois de tudo isso? Se hoje não posso mais te ver, te tocar? Parece que foi arrancado um pedaço de mim, mas como? Um pouco de mim foi junto com você.
Queria saber se você acredita em almas gêmeas. Eu não sei se acredito, mas depois que te vi, eu te sinto demais próximo de mim. Sinto que em vidas passadas você foi o amor que eu desejei, o amor que, nesta vida, continuo desejando.
É, amor. Não entendo e vou ficar sem entender até o resto dos meus dias.
Tava pensando em te visitar amanhã. Eu nunca fiz isso. Na verdade, já fiz, mas todas as vezes era para encontrar alguém.
Onde posso te encontrar? Onde posso te ver? Quer ir ao cinema comigo hoje?
Como eu queria você aqui agora comigo. Queria conhecer tua família, teus irmãos, teus amigos, saber do que você gosta, do que você não gosta. Queria te fazer feliz. Muito.
Tocaste fundo no meu coração. Ao te ver, meu mundo parou, fiquei encantada, extasiada. Mas é aquela coisa bonita de sentir, verdadeira, sincera.
Como quis sonhar contigo essa noite, queria tanto ter a oportunidade de conversar contigo, te tocar, afinal, somente em sonho posso ter isso.
É uma viagem longa pra te ver amanhã, mas eu sei que vale a pena. Eu só não sei o que falar quando te encontrar. Vou ficar muda, apenas te observar e te sentir perto de mim.
Não me canso de te olhar. Se encontrasse com Deus hoje, pediria a Ele somente uma coisa: a possibilidade de ter te conhecido e feito parte da tua vida.
Se encontrasse um gênio da lâmpada, meu primeiro pedido seria ver você, estar com você mesmo que fosse somente por algumas horas. Isso me bastaria para confirmar tudo que eu sinto ao te ver.
E eu tenho certeza que tudo que sinto é verdadeiro.
Se nada ocupava meu lado esquerdo do peito, hoje quem ocupa é você. E vai ocupar eternamente.
Mas como eu queria você agora. Nossa, você não imagina o quanto! Nem eu estou conseguindo imaginar a dimensão desse sentimento que estou sentindo por ti.
Acho que se alguma vez senti amor por alguém, nada se compara ao que sinto por ti. A magnitude desse sentimento é deveras imenso, deveras verdadeiro e só você o tem, só você o conhece, só você.
Você é o amor que eu quero para mim. Mas também é o amor que nunca vou ter.
E esse é o nosso segredo.
Publicado por: rafinhaaa em: Setembro 28, 2008
Enganam-se aqueles que acham que gostar de alguém é tão simples assim. O começo de um relacionamento é sempre uma tortura prazerosa, estressante e envolvente.
Visto sob o prisma de românticos, é algo maravilhoso, que te deixa nas nuvens, flutuando. Não deixa de ser verdade, principalmente quando você atende o telefone e é ele e você gagueja nas palavras, ou a timidez do olho no olho, o sorriso acanhado, o frio na barriga no primeiro beijo, a sensação de ser bem quista por alguém… tudo isso é bom demais de sentir!
Mas para quem já tem uma certa bagagem nas costas, sabe que outras coisas, não tão agradáveis, acontecem também, como ciuminho em vê-lo conversando com uma amiga, agonia porque ele ainda não te ligou, ansiedade para encontrá-lo depois de uma semana cheia, uma saudade desesperadora, uma briguinha boba…
Tudo isso é um mix de sensações e sentimentos dentro da sua cabeça e coração.
Ou melhor, um inferninho!
Depois ocorre aquela guerra interior entre coração e razão. Você quer ligar, mas sua cabeça diz que não, diz para você esperar ele te procurar. Quer vê-lo, mas tem medo do que ele pode pensar. Quer deixar um recado no orkut dizendo que está morrendo de saudade, mas e se ele não responder? Vê-lo entrando no msn, os dedos coçam, o coração bate, mas você se mantém inerte… com medo!
Você não quer parecer interessada demais, nem se envolver, quando no final das contas você se dá conta que já está envolvida por inteiro, porém só seu coração sabe. Você teima consigo, envia mensagens ambíguas para não acreditar que no fundo, no fundo, você já está gostando daquela pessoa.
Você começa a inventar fórmulas mirabolantes, ler textos apaixonados e melosos, ouvir músicas que lembrem vocês dois, passar por lugares e recordar que você já esteve lá com ele, conversar com amigos em comum e tentar descobrir alguma coisa sobre ele, apertar o F5 do orkut e ver se ele está online ou se te deixou um recado, olhar a foto dele no msn, querer falar e não conseguir, ver as chamadas dele no seu celular e contar os dias, horas e minutos em que vocês se falaram pela última vez, ler as mensagens de texto dele reiteradas vezes.. ufa!
E nessas horas, você se teletransporta para um episódio do Chapolim Colorado e se pergunta:
“Oh, e agora, quem poderá me defender? “
E, mesmo depois de tanta bagagem, você continua sem saber o que fazer numa situação dessas, porque se você párar para pensar, a situação pode ser parecida, porém as pessoas distintas, logo, você tem quer ter um feeling para lidar de novo com a mesma situação.
E isso que é o gostoso desse inferninho!
Publicado por: rafinhaaa em: Setembro 25, 2008
Eu tinha tanta coisa programada para escrever hoje…
Infelizmente a correria do meu dia não me permitiu parar sequer um minutinho para vos escrever. Porém, não podia deixar essa data passar em branco.
Data esta que marca o início de toda uma história.
Sei que não tenho muitos posts aqui, afinal não sou nenhuma escritora assídua, até por que faço das minhas palavras um hobby, algo para desabafar, entreter, uma terapia.
Quem tiver paciência e ler o primeiro post, vai saber do que estou falando. Tudo começou com uma desilusão (amorosa!). Utilizei-me da escrita para jorrar todo o sentimento dentro do meu ser àquele momento.
Depois, escrevi algo cômico, uma história real, vivida por mim. Por mais que pareça mentira. Em seguida, tentei usar de todo meu lirismo… em vão.
Depois, depois…
Acontece que depois de tudo isso, estou aqui, escrevendo essas coisas nosenses para vocês (mas antes não ter escrito nada!). Ainda faço vocês perderem tempo.
Voltando…
Um ano.
Para alguns, pouco. Para outros, muito tempo. Acontece que muita coisa aconteceu desde 25 de setembro de 2007. E na maioria, coisas boas.
Eu só queria deixar registrado esta data. Queria muito poder escrever algo interessante para vosso deleite, porém estou nas últimas aqui na frente deste computador.
Mas preciso dizer:
Parabéns, Too Late!
Feliz aniversário!
Publicado por: rafinhaaa em: Setembro 11, 2008
Se vocês me vissem há um tempo atrás, veriam uma pessoa totalmente perturbada, ansiosa, agitada (não, não sou nenhuma doente, nem tomo ansiolíticos).
Acontece que eu estava na reta final do meu curso, escrevendo a bendita monografia de final de curso, com provas, trabalhos e ainda tinha o estágio. Mesmo parecendo tão ocupada, quase sem tempo para pensar no futuro – ou até mesmo no presente -, eu vivia uma ansiedade maluca.
Uma fase da sua vida termina para dar início a uma totalmente nova e o fato de você não saber que rumo irá tomar, te assusta. Eu pensava: “nessas horas eu queria ser uma mãe Delamare”, mas ai parava para pensar e chegava a conclusão de que é esse o ponto legal de toda a história. Você não saber que caminhos seguirá, que trilhas irá percorrer.
Confesso que isso chegou até a interferir na minha vida afetiva, sabe. De querer apressar as coisas, ficar inquieta com o que vai acontecer, se o fulano vai me pedir em namoro. Nossa! Hoje eu olho para trás e vejo o quanto isso só me atrapalhava.
Tá certo que esse negócio de fantasiar o futuro com uma pessoa é normal (eu sou expert nisso!). Coisa de mulher, eu acho. Mas voltando, se vocês soubessem o quanto eu tô tranquila esses tempos…
Sabe, acho que tô numa fase zen. Na verdade, percebi que não adianta a gente apressar as coisas, ou como diz o velho ditado popular “colocar a carroça na frente dos burros”.
O que temos que fazer é sempre nos manter firmes nos nossos objetivos, ter fé, acreditar que tudo vai dar certo, que assim as coisas vão tomando forma.
Ainda falta muita estrada para mim, mas sei que estou no caminho certo, sempre focando no que realmente eu quero.
Hoje, eu não tenho mais pressa, pois tudo tem seu tempo certo de acontecer e acontece quando você menos espera.
Publicado por: rafinhaaa em: Setembro 9, 2008
Não, não é nenhuma aula de português. Também não é a conjugação do verbo ‘to be’, muito menos uma tentativa frustrada de plágio de Shakespeare.
Muita das vezes me pergunto (e me perguntam) se eu estou feliz e ao responder, fico na dúvida. Nunca sei responder essa pergunta. Por isso, hoje em dia, em vez de responder com uma afirmação (ou negação, sei lá), eu retruco com uma outra pergunta: “O que é felicidade pra você?”
Há umas duas semanas atrás, um amigo me fez essa pergunta e eu retruquei. A resposta dele foi a seguinte:
- “Acho que felicidade é quando eu estou com meus amigos, tranquilo, sem as preocupações e pressões do trabalho, de frente pro mar, ouvindo uma música boa, etc…”
Tudo bem, é a versão dele. Confesso que a minha também poderia ser assim. Mas ai fiquei me indagando: “felicidade é só isso?”, “não tem algo mais?”, “algo que te faça saltitar, esquecer o mundo, gritar?”.
Bom, parei pra analisar a situação e percebi a diferença entre “ser” e “estar” feliz.
A questão colocada pelo meu amigo é o “ser”, ou seja, ele é feliz. A questão da minha cabeça é o “estar”. Tá, mas não precisa ser gênio para descobrir isso, certo?
O grande cerne da questão é que a gente só se importa com o “estar” e esquece do “ser”. Por exemplo, quando a gente ganha alguma coisa que queria, a gente fica feliz, mas isso passa depois, ou então quando recebemos uma promoção no trabalho ou um 10 naquela prova super difícil.
O mais raro é o “ser”, porque é algo permanente, não um estado momentâneo como o “estar”.
E como é essa tal felicidade eterna?
Sinceramente, não sei dizer ao certo, quisera eu poder ter essa resposta. Acho que a única felicidade eterna (e momentânea – considere os pulos, gritos, descabelamentos) é quando você ganha na Megasena. Rá!
Brincadeiras à parte, porém acredito que ser feliz é como o meu amigo me disse sabe.
Acho que “ser” feliz é você estar bem consigo, ter um emprego o qual você goste, amigos que te façam rir e que sempre estão do seu lado, uma pessoa companheira para caminhar juntos, uma família maravilhosa que te apoia, sei lá, e outras coisas que você julgar serem importantes.
Porém acho que o principal é isso, o resto é mero espelho de você mesmo e do que você transmite ao seu redor.
Então, não esteja feliz, busque SER feliz! Sempre!
Publicado por: rafinhaaa em: Outubro 8, 2007
Só para avisar que estou um tempo sem postar devido algumas provas na Unama e algumas farras que não estão me deixando parar em casa, nem pra dormir.
Layout novo. Com cores. Fase nova. O lado dark e melancólico ficou para trás. Agora tudo voltou aos seus conformes.
Só quero dizer que tô me divertindo muito esses tempos e já tenho um novo tema para o próximo post… (quem sabe essa semana!)
AGUARDEM!
Publicado por: rafinhaaa em: Setembro 26, 2007
Estava eu aqui, no meu computador, abrindo e lendo meus e-mails. Abri a gaveta da mesa. Queria um pedaço de papel para fazer um teste que tinha recebido no meu e-mail. Nisso, me deparo com um caderninho bem familiar. Desses bem vagabundinhos, para anotar coisas triviais.
Deduzi na hora. Meu pai deve ter pego nas minhas tralhas espalhadas pelas gavetas da casa para fazer anotações. Revirei todas as páginas e não tinha nada escrito, exceto, a última.
Um versinho. De amor, claro!
Deveria ter uns 12 ou 13 anos quando o escrevi. Depois de uma risada marota, comecei a lê-lo:
Para alguém que um dia hei de descobrir… Este inferno de amar Ai, como eu amo! Amo o que me despreza Amo o que me evita Amo o que me odeia Amo o impossível O incorrigível O que não me ama O que não me beija O que não me abraça Amo todos os que não deveria amar Só não amo aquele Que fica alí no cantinho Me olhando Pedindo só uma chance para me amar.Risadas à parte, até que saiu bonitinho. Pra variar, deveria estar passando por mais uma desilusão amorosa, com direito a plágio de Almeida Garret e tudo!
Vai ver era na época que tinha aulas de Literatura, o qual tinha que ler vários poetas. Barroco. Arcadismo. Romantismo, em suas 3 gerações. Realismo. Modernismo. Era tanta coisa!
Dentre as escolas literárias, acho que meu versinho entraria no Romantismo da 2ª geração, os chamados “ultra-românticos”. Diz a história que esta escola recebeu influência dos ingleses e franceses, especialmente de Lord Byron e Musset e que se divulgou entre os estudantes de Direito da época (senti uma ligação!).
Os autores dessa época, segunda metade do século XIX, se deixaram impregnar pelo mal do século: eram jovens, boêmios, egocêntricos, pessimistas, cheios de desilusões e dúvidas. Viviam intensamente. Sonhavam demais. Ironizavam a vida e morriam cedo.
O amor dos ultra-românticos envolve atração e medo, desejo e culpa. Presença marcante também do amor platônico. Os autores mais conhecidos são: Álvares de Azevedo (meu preferido!), Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela.
É, acho que me identifico com essa geração mesmo, tirando apenas o pessimismo e o egocentrismo. Ainda tô na idade, putz! Espero só não morrer cedo.
“Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
‘Foi poeta, sonhou e amou na vida!’”
(Álvares de Azevedo)
Publicado por: rafinhaaa em: Setembro 25, 2007
O relógio marcava 8h da manhã do dia 19/07/2007. Acordei e terminei de arrumar as coisas, coloquei minha blusa do Brasil, afinal eu estava indo pro PAN, tomei café e logo depois o táxi chegou. Me despedi dos meus primos (que só conheci por causa dessa viagem) e lá fui eu e minha prima Elane em direção ao Aeroporto Juscelino Kubitschek (BSB).
O percurso demorou um bocado. Também minha prima mora em Ceilândia, cidade satélite de Brasília. Pegamos uma via, que até então não conhecia. DF-095, também chamada de Via Estrutural. Brasília tem tantas vias que eu me perdia fácil. No caminho, passei em frente da UNB. Tentei me distrair com a paisagem, porém era impossível. O nervosismo tomava conta do meu ser. Tava indo aventurar, encontrar alguém que não conhecia pessoalmente e…
Depois de uns 30 minutos ou mais, chegamos no aeroporto. A fila do check-in me assustou. Tava super preocupada! O meu vôo estava marcado para às 11:20 da manhã. Calculei mentalmente o tamanho da fila com os minutos que sobravam para o embarque. Fiquei tensa!
Fiquei conversando com a minha prima, que trabalha na CVC do Brasília Shopping. Mais de 10 anos que não a via. Um homem atrás de mim, super estressado, falava que a fila não andava, que ia perder o vôo. Aff! Mas imaginei que com tanta gente na fila indo também para o RJ, com certeza ia atrasar. Meu primeiro atraso. A saída de Palmas-BSB não atrasou nada. O vôo saiu 6h certinho.
Cheguei no topo. Aleluia!
Nome? Bond… James Bond! (brincadeira!!!)
Mostrei o papel que imprimi da internet e minha identidade. Quando a mulher olhou a ID, perguntou se eu tinha outro documento de identificação com uma foto nítida. Na hora olhei para a cara da minha prima (é que minutos antes ela me perguntou se a minha identidade estava em bom estado, e me contou que muitos clientes dela já tinham deixado de viajar porque a identidade não era legível).
Voltando, mostrei minha carteirinha da Unama (hahaha!). Ora bolas, não tenho Carteira de Habilitação e até parece que ando com a minha CTPS na bolsa. Fala sério! Não tinha outro documento com foto para mostrar. Meia-Passagem?!
Comecei a invocar na hora todos os santos que eu conhecia. A mulher me explicou que é preciso um documento legível em que se possa identificar a pessoa que está viajando.
(A minha ID era de 1998. Eu tinha 13 anos. Usava franjinha. Mas o problema nem era esse. O plástico dela tava soltando pelos lados, deixando o papel exposto. E num belo dia, no show-dilúvio do Natiruts no T-1, a bendita tava no meu bolso de trás da calça. Resumindo: molhou a foto começando de cima até a metade, ou seja, bem na minha cara mesmo e não tinha como me identificar).
A mocréia da mulher me disse que ia falar com a supervisora dela para ver se me liberava para viajar (a carteirinha da Unama foi junto). Falei para ela:
- Se ela não me liberar, eu vou ficar em BSB para sempre?! – olha o desespero da menina!
Comecei a rir de nervoso e tava quase fazendo um despacho ali mesmo, no balcão da GOL, invocando todos os santos, cabocos, preto-velho e o diabo que fosse!
Ela voltou. Tensão! Disse que a supervisora tinha liberado (ufa!), porém ainda corria risco de ser barrada na Infraero. E aí, a GOL não se responsabiliza mais. Que merda! A tensão voltou! Fiz o check-in e fiquei mirabolando planos. Liguei para mamãe. Nessas horas, a gente sempre corre para a mamãe né?! Contei o que tinha acontecido e meu pai iluminou a minha vida.
- Filha, liga pro Bob. Ele trabalha na Infraero aí no Aeroporto de Brasília.
Pô, como não tinha lembrado do Tio Bob? Tinha até saído de Belém com o número dele no meu celular. Fui no balcão da Infraero e pedi para chamá-lo.
- Quem deseja falar com ele? – perguntou a atendente.
- Uma amiga de Belém do Pará – disse eu.
Depois de um tempo, ele aparece. Caraca, a última vez que o Tio Bob me viu eu usava fralda ainda. Será que tem tempo?!
O Tio Bob é amigo do meu padrinho, irmão do meu pai, que foi comissário de bordo da Varig durante anos. É amigo da família. Contei a situação para ele.
- Pois é tio, aí tô correndo o risco de ficar em Brasília para sempre…
-Não, você vai para o Rio! – disse ele.
O meu sorriso reluziu o aeroporto todo. Trocamos telefone. Ele me disse para ligar para ele assim que embarcasse. Depois, subi para o terraço com a minha prima e fomos tomar um chá. Ah, o vôo atrasou, claro! O que era para sair 11:20h, só ia sair 13h.
Ficamos conversando. Aí no meu bilhete, a mocréia da mulher da GOL tinha me informado para me apresentar 12:50h para o embarque. Olhei o relógio, 12:30h. Chamei minha prima e fomos em direção à sala de embarque.
Quando penso que tudo tá bem, tranqüilo, olho no visor da televisão de embarques:
VÔO 1721 – EMBARQUE IMEDIATO! PORTÃO 1.
Sei lá que cor eu fiquei! Primeiro porque a mocréia me informou errado, tanto o horário do vôo como o número do portão, que era para ser o 5. Me despedi correndo da minha prima, agradeci a hospedagem e passei pela Infraero… (como assim, passou?!). Nem tive problemas na porra da Infraero. Saí correndo, com a bolsa de um lado, jaqueta de outro e tentando puxar a droga da calça que teimava em cair e aparecer meu rêgo. Ódio!
O aeroporto de BSB é muito gigante, até eu chegar, pensava, vou perder o avião! Senhor, só um milagre! Cheguei na entrada, desci pela sanfona, e… respirei! A porta do avião ainda estava aberta. Olhei meu bilhete e segui procurando o assento 15D. O avião tava lotado. Todos posicionados. Parece que só esperavam pela minha pessoa. Hahahaha! Fiquei até acanhada!
Sentei ao lado de um casal de senhores, que me deram um sorriso ao me sentar. Era assento no corredor, me lembro de ter escolhido na janela (caboquinha!) . Cheguei tão ofegante, que por um momento pensei que ia ter um treco.
Sentei, me arrumei. FASTEN YOUR SEAT BELT! Ok! Depois, me veio na cabeça: Será que tô no avião certo?! Comecei a me desesperar de novo! Saí tão avoada, correndo, que nem sabia se tinha entrado no portão certo. Tinha um monte de avião da Gol em solo, vai saber!
Tensão novamente! Comecei a rezar de novo! Só sosseguei quando o Comandante da aeronave informou que aquele era o Vôo 1721, saindo de Brasília com destino ao Rio de Janeiro.
Ai sim… os santos estavam em paz e eu pude viajar tranqüila, depois de tanta tensão.
P.S. – Os fatos aqui são todos verdadeiros, apesar de parecer invenção!
P.S.² - Eu comecei a escrever pensando numa outra história, porém foi saindo essa que vos conto acima. No próximo post, continuo com o que era para ser.
Quem passou por aqui...